domingo, 10 de dezembro de 2017

PLANEJAMENTO EM SAÚDE

Por Lithany do Monte Carmello

         No post anterior falamos sobre o porquê de se planejar, neste vamos falar sobre como fazer isso num sistema de saúde, dando enfoque para a gestão do SUS.
         Um dos maiores desafios de um gestor em saúde é fazer com que seu trabalho contribua para melhorar a saúde de toda sua área de abrangência, além de agregar mais equipes e fortalecer seu trabalho. Para isso é necessário um grande envolvimento com todos aqueles indivíduos que tem papel ativo dentreo desse processo, o que causa o primeiro impacto negativo para este trabalho, já que demanda trabalhar conjuntamente com muitas pessoas, sendo que nem todas tem o aparato necessário para auxiliar, apesar de ter boas ideias. Dessa maneira precisa-se selecionar aquelas pessoas com maior indicação para o trabalho, além de se certificar que todas as áreas tem pelo menos um representante, fazendo com que seja possível ouvir as queixas de todos os setores.
         Após colher as informações sobre a situação da saúde no território deve-se realizar uma análise minuciosa dos problemas e das necessidades para que seja possível determinar meios para solucioná-los. Para isso é importante não esquecer de alguns pontos:


        No caso de sistemas de saúde o Plano de ações é substituído pelo Plano de saúde, o qual precisa ser efetivo e retratar a real situação de saúde da população dos territórios, mostrar a capacidade instalada dos serviços e espelhar  a situação da força de trabalho em saúde e dos processos relacionados a ela.
         Para auxiliar no processo de planejamento em saúde foi desenvolvido o método PES (Planejamento Estratégico Situacional) pelo Professor Carlos Matus. Ele propõe a formação de técnicos políticos capazes de viabilizar o exercício de algum cargo no governo e, conjuntamente, planejar intervenções inteligentes sobre os fatos sociais e para isso traz 3 aspectos: o projeto de governo, plano que uma equipe se propõe a realizar com a finalidade de alcançar seus objetivos; a governabilidade, que são as variáveis ou os recursos que a equipe controla ou não e que são necessários para implementar seu plano; e a capacidade de governo, que nada mais é que a experiência e a acumulação de conhecimentos que uma equipe domina e que são necessários para a implementação de seu plano.



         A análise do equilíbrio entre os três vértices do triangulo permite avaliar quais pontos precisam de mais atenção e mais estruturação, fazendo com que o planejamento seja realizado com maior clareza e consciência dos problemas que o sistema apresenta. É importante traçar metas que estejam dentro da capacidade de resolução do gestor e sua equipe, levando em conta seus recursos físicos e financeiros.



         É importante lembrar que em todas as fases deve haver uma análise de como o processo está andando e, se necessário, realizar modificações no projeto inicial.


Referencias:

https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/100

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