Por Lithany do Monte Carmello
No post anterior falamos sobre o porquê
de se planejar, neste vamos falar sobre como fazer isso num sistema de saúde,
dando enfoque para a gestão do SUS.
Um dos maiores desafios de um gestor em
saúde é fazer com que seu trabalho contribua para melhorar a saúde de toda sua
área de abrangência, além de agregar mais equipes e fortalecer seu trabalho.
Para isso é necessário um grande envolvimento com todos aqueles indivíduos que
tem papel ativo dentreo desse processo, o que causa o primeiro impacto negativo
para este trabalho, já que demanda trabalhar conjuntamente com muitas pessoas,
sendo que nem todas tem o aparato necessário para auxiliar, apesar de ter boas
ideias. Dessa maneira precisa-se selecionar aquelas pessoas com maior indicação
para o trabalho, além de se certificar que todas as áreas tem pelo menos um
representante, fazendo com que seja possível ouvir as queixas de todos os
setores.
Após colher as informações sobre a
situação da saúde no território deve-se realizar uma análise minuciosa dos
problemas e das necessidades para que seja possível determinar meios para
solucioná-los. Para isso é importante não esquecer de alguns pontos:
No caso de sistemas de saúde o Plano de ações é substituído pelo Plano de saúde, o qual precisa ser efetivo e retratar a real situação de saúde da população dos territórios, mostrar a capacidade instalada dos serviços e espelhar a situação da força de trabalho em saúde e dos processos relacionados a ela.
Para auxiliar no processo de
planejamento em saúde foi desenvolvido o método PES (Planejamento Estratégico
Situacional) pelo Professor Carlos Matus. Ele propõe a formação de técnicos
políticos capazes de viabilizar o exercício de algum cargo no governo e,
conjuntamente, planejar intervenções inteligentes sobre os fatos sociais e para
isso traz 3 aspectos: o projeto de governo, plano que uma equipe se propõe a
realizar com a finalidade de alcançar seus objetivos; a governabilidade, que
são as variáveis ou os recursos que a equipe controla ou não e que são
necessários para implementar seu plano; e a capacidade de governo, que nada
mais é que a experiência e a acumulação de conhecimentos que uma equipe domina
e que são necessários para a implementação de seu plano.
A análise do equilíbrio entre os três
vértices do triangulo permite avaliar quais pontos precisam de mais atenção e
mais estruturação, fazendo com que o planejamento seja realizado com maior
clareza e consciência dos problemas que o sistema apresenta. É importante
traçar metas que estejam dentro da capacidade de resolução do gestor e sua
equipe, levando em conta seus recursos físicos e financeiros.
É importante lembrar que em todas as
fases deve haver uma análise de como o processo está andando e, se necessário,
realizar modificações no projeto inicial.
Referencias:
https://ares.unasus.gov.br/acervo/handle/ARES/100



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